Esta entrevista de 2006 relata algumas reivindicações como tambem conclusão de alguns pedidos referente a este nucleo.
«Culatra tem a comunidade piscatória mais jovem do país»
A Culatra é uma comunidade piscatória com cerca de 300 anos. Tem ensino até ao 6º ano, uma delegação do Centro de Saúde de Faro, nove cafés-restaurantes, 450 habitações, Correio à moda antiga, com a funcionária da Associação a fazer a chamada e a entregar a correspondência. Os filhos da Culatra querem continuar a viver na sua ilha. A serem pescadores e mariscadores.
Gabriel Fitas e Sílvia Padinha são dirigentes da Associação de Moradores da Culatra, uma espécie de Junta de Freguesia, que, na última década, tem vindo a lutar para a dignificação dos culatrenses. Algumas vitórias já foram alcançadas, mas o último território a Sul de Portugal ainda necessita de muitos melhoramentos, como a legalização do seu núcleo urbano e uma zona de expansão para que os jovens da Culatra construam as suas habitações.
barlavento – A luz chegou há 14 anos. Finalmente a Culatra vai ter água e esgotos...
Sílvia Padinha – Foram 14 anos de reivindicações, de boicotes, de muita união do povo culatrense. Basta dizer que estamos ali numa situação de ilegalidade. A nossa situação ainda não está completamente resolvida em relação ao POOC, que tem vindo a atrasar todas as infra-estruturas básicas para a Culatra.
b. - O núcleo habitacional tem quantas pessoas?
S.P. - Na ilha da Culatra, existem cerca de mil habitantes durante todo o ano. São 450 famílias que vivem da pesca e do marisco.
b. - As ligações às casas, da água e esgotos, estão em fase adiantada?
Gabriel Fitas – A obra em baixa está completamente concluída. Temos indicações de que a obra em alta está a escassos dias de ser adjudicada. A Associação de Moradores reivindica toda e qualquer ligação, sem exclusão de qualquer casa. Todos os moradores vão ter água em casa.
b. - O porto de abrigo para os pescadores é outra conquista?
S.P. - Já lá vão seis anos que andamos com projectos para trás e para a frente. Tudo isto tem a ver com questões relacionadas com o POOC, porque não estava aprovado, o que trazia muitos inconvenientes. Agora que está aprovado, continua a trazer preocupação.
barlavento – A luz chegou há 14 anos. Finalmente a Culatra vai ter água e esgotos...
Sílvia Padinha – Foram 14 anos de reivindicações, de boicotes, de muita união do povo culatrense. Basta dizer que estamos ali numa situação de ilegalidade. A nossa situação ainda não está completamente resolvida em relação ao POOC, que tem vindo a atrasar todas as infra-estruturas básicas para a Culatra.
b. - O núcleo habitacional tem quantas pessoas?
S.P. - Na ilha da Culatra, existem cerca de mil habitantes durante todo o ano. São 450 famílias que vivem da pesca e do marisco.
b. - As ligações às casas, da água e esgotos, estão em fase adiantada?
Gabriel Fitas – A obra em baixa está completamente concluída. Temos indicações de que a obra em alta está a escassos dias de ser adjudicada. A Associação de Moradores reivindica toda e qualquer ligação, sem exclusão de qualquer casa. Todos os moradores vão ter água em casa.
b. - O porto de abrigo para os pescadores é outra conquista?
S.P. - Já lá vão seis anos que andamos com projectos para trás e para a frente. Tudo isto tem a ver com questões relacionadas com o POOC, porque não estava aprovado, o que trazia muitos inconvenientes. Agora que está aprovado, continua a trazer preocupação.
São cerca de 130 embarcações que estão ali sem segurança nenhuma. Os pescadores, durante o Inverno, sempre que faz mau tempo, deitam-se preocupados e, durante a noite, têm que se levantar para verificar o estado em que as embarcações se encontram. O porto de abrigo é uma das obras necessárias na ilha da Culatra, que tem a ver com questões de segurança, de ambiente, de imagem da própria ilha.
b. - O porto está aprovado e vai mesmo para a frente?
S.P. - Tem um despacho favorável do secretário de Estado, mas precisa ainda do licenciamento do Parque e do IPTM. Está dependente destas duas entidades.
b. - Quando se fala da Culatra, fala-se em POOC e das habitações que podem ir abaixo...
S.P. - Em relação a todas as construções que existem, a Associação tem vindo a defender que se devem manter. O POOC refere que as casas de segunda habitação são para demolir, bem como casas em zona de risco, mas não temos conhecimento das zonas de risco e quais são as referidas como segunda habitação.
Defendemos que o núcleo se deve manter com as construções que existem, fazendo um projecto de requalificação, melhorando as infra-estruturas.
Para ler o resto da entrevista carregue no link abaixo.

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